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Alzira: nos caminhos e páginas da sua História

Com o sentimento de tristeza e pesar, recebemos a notícia de que a nossa colega pesquisadora Alzira Scapin escreveu, para sempre, o seu último registro que permanecerá em nossas memórias. Alzira apenas se adiantou para chegar num tempo que não carece mais de contagem, de mensuração ou de apegos aos fatos e efemérides, Alzira partiu para um tempo sem tempo.

Alzira vive agora num tempo sem passado para pesquisar, mas estará conosco diuturnamente em nossas mais belas lembranças e participando conosco em muitos tempos que, por ofício da ciência histórica, resolvermos investigar. Sim, se o tema for a História do Contestado, caboclos, migrantes e muitos outros sujeitos esquecidos na História, abraçaremos com ternura Alzira Scapin.

Foram milhares e milhares de páginas de um trabalho feito com denodo e compromisso com a verdade. Alzira passeou pelos caminhos do conhecimento histórico e nos ofereceu as mais diversas ponderações e conclusões sobre os resultados que esta ciência pode oferecer: um passado revisitado e jamais esquecido, a ciência e a verdade sempre trazem luz para um presente de justiça e fraternidade, como sonharam os antigos moradores deste chão que acolherá todos que aqui se despedirem de um presente em profusão.

Nossa eterna gratidão Alzira, você que nos oportunizou uma luz sobre tantos caminhos em sua história, tantas páginas e trajetória de participações em espaços acadêmicos e comunitários.

Como foi prazerosa e relevante a sua presença e participação ativa em nosso VIII Simpósio Internacional sobre o Movimento do Contestado, ocorrido na UDESC no ano passado.

Não percebemos que era a sua despedida em diálogos e textos acadêmicos e de convivência conosco. Permaneceremos com as mais belas memórias e um legado de tantos escritos relevantes à memória do povo catarinense.

22 de julho de 2025
GIMC – Grupo de Investigações sobre o Movimento do Contestado